* Palestras da UK Border Agency sobre vistos para estudantes
Posted on December 21st, 2009 by Fernanda. Filed under vida de estudante.
Seja um curso universitário, de pós-graduação ou mesmo de Inglês, fique atento. Se o curso que você escolheu for durar mais de seis meses, você precisa de um visto para ingressar no Reino Unido. Se durar menos de seis meses mas você pretende trabalhar enquanto estuda, também precisará solicitar um visto antes de sair do Brasil.
Existem despachantes que podem lhe ajudar com o preenchimento dos formulários e a lista de documentos necessários, mas com bastante informação e paciência dá para se virar sozinho – e economizar um bom dinheiro.
A UK Border Agency, órgão oficial do governo que fornece informações relativas a vistos e outros assuntos relativos a imigração, estará promovendo em Janeiro palestras sobre vistos para estudantes. É muito interessante participar, pois as regras para imigração mudaram recentemente e sempre surgem dúvidas. Para se inscrever, basta preencher o formulário. Mais detalhes serão divulgados posteriormente no mesmo site.
Fonte: British Council Brasil
* O que é violência para você?
Posted on November 25th, 2009 by Fernanda. Filed under pensamentos.
O dia 25 de novembro marca o inÃcio da blogagem coletiva das Luluzinhas pelo fim da violência contra as mulheres, lançada no último LuluzinhaCamp SP, dia 22/nov. Pareceu-me uma excelente desculpa para (finalmente!) espanar as teias de aranha desses meus balões.
Hoje comemora-se o dia da não-violência contra as mulheres. Mas o que é violência? Não é apenas uma coisa fÃsica, violência é muito mais do que espancar. Farei aqui uma reflexão bem rápida sobre o tema e, para isso, ressucitarei bem rapidinho a história da Geisy.
Sim, a menina do vestido curto, não vou ficar repetindo nem vou entrar no mérito da discussão. A história dela é um caso extremo, mas doses homeopáticas do que ela passou são comuns a todas as mulheres, e por isso me identifico com ela. Eu não sou de usar vestidos, por exemplo, nunca fui, ainda assim tenho meus eventuais momentos de “menininha”, de querer colocar uma blusinha mais bonitinha, uma roupa diferente, uma regata para aguentar o calor. Pois num dia desses é bom desviar daquela construção! Tem coisa mais desagradável do que passar na frente de uma obra e ficar ouvindo impropriedades dos pedreiros? Ou, pior, chegar no trabalho e ter que ouvir “Aaahhh, vai namorar hoje, é?” por estar usando qualquer coisa diferente dos habituais jeans-e-camiseta? Eu não quero ser julgada pelas roupas que visto, como imagino que a Geisy também não queria.
Indo mais além – e talvez fugindo um pouco do assunto -, não é só uma questão de vestuário, toda mulher sabe que não precisa estar vestida de maneira especial para receber cantadas inconvenientes. Nada me irrita mais do que ser abordada por um fulaninho qualquer. Parece pouco mas, para mim, isso é o princÃpio de todas as outras formas de violência, pois se um cara acha que pode invadir o meu espaço pessoal e inundar meus ouvidos de asneiras, já mostra que ele não tem o menor respeito por mim. O que impede um babaca dessa estirpe de passar a mão na minha bunda, ou pior?
Eu prezo muito pelo meu espaço pessoal, tá?

Foto por Gabi Butcher© (DiaPositivo Fotografia)
E para você, o que é violência?
* Mais um gatinho abandonado, mais uma história de indignação.
Posted on June 17th, 2009 by Fernanda. Filed under gatos.
Aconteceu coisa de três anos atrás. Eu caminhava em direção ao ponto de ônibus, estava indo para o trabalho, era meu primeiro emprego e eu entrava às nove.
O caminho era o mesmo de sempre, que eu já conheço há muitos anos. A paisagem quase sempre é a mesma, à s vezes tem um buraco novo na calçada. Naquele dia tinha um gato, tigrado de cinza, deitado no chão perto de uma lixeira. Eu diminuà o passo, parei por um segundo ou dois enquanto ele me olhava, chegou a levantar a cabecinha. Apesar de não apresentar nenhum machucado visÃvel, nem parecer enfraquecido, era estranho que ele estivesse ali tão sossegado entre os transeuntes, inclusive vizinhos passeando com seus cães.
Continuei meu caminho. Ainda que o gato precisasse de alguma ajuda, pensei comigo, que poderia fazer? A clÃnica veterinária não era perto, eu tinha pouca experiência com gatos e não podia chegar atrasada ao trabalho. Até hoje tento me convencer de que ele estava bem, só estava ali deitado por vontade própria, mas o fato é que nunca mais o vi.
Então eu até entendo que as pessoas passem por um gato (ou cão) aparentemente saudável e sequer tomem conhecimento. Com todas as mazelas que vemos diariamente numa cidade como São Paulo, a maioria das pessoas se torna insensÃvel, é comum. Agora, quando eu vejo casos como esse (cuidado, as imagens são fortes), relatado no blog do Adote um Gatinho, me dá vontade de espancar não só o “ser humano” irracional que fez isso, como todos os outros insensÃveis que não tomaram conhecimento. Porque infelizmente o gatinho não vai sobreviver, mas quem fez isso com ele segue vivo e impune. Onde está a justiça?
-=-=-
Muitos outros gatinhos são ajudados pelas meninas do Adote um Gatinho todos os dias, alguns chegam mesmo em estado terminal mas conseguem ser salvos graças ao trabalho incansável das voluntárias. Se essa história te comoveu, nem que seja só um pouquinho, visite o site e conheça o trabalho delas, divulgue, faça uma doação se puder, os gastos andam muito grandes e elas precisam muito. Sua ajuda pode salvar uma vida, e isso não tem preço. Eu agarântio. =’)
* Karaokê pós-Twitter
Posted on May 3rd, 2009 by Fernanda. Filed under pensamentos.
Esse ano, um grande amigo meu resolveu fazer sua festa de aniversário num karaokê. Eu gosto de karaokê, mas sempre acho a tarefa de escolher uma música no cardápio bem difÃcil. Já reparou? A gente vai passando os olhos na lista, pensando “olha, eu gosto dessa música! hm, mas não sei a letra direito, vai comprometer o ritmo… ah, tem essa! … não, não gosto dela o suficiente pra pagar esse mico”. Até que, um drink ou dois mais tarde, qualquer música é a melhor do mundo e a vergonha de palco passa longe.
Via de regra, os cardápios musicais estão sempre atualizados com o cenário musical brasileiro. Não se pode dizer o mesmo da parte internacional, onde a música mais recente é “Oops, I did it again”, mas no meio da “velharia” uma música me chamou a atenção. Apontei-a na lista para o Diego: “Rick Roll! Eu preciso cantar isso!”, mas a resposta foi decepcionante. “Fique à vontade, mas ninguém vai entender”. Decepcionante porque era verdade.
Você sabe que passa tempo demais no Twitter quando vai a um karaokê e não consegue emplacar um Rick Roll ao vivo, pois as outras pessoas não sabem do que se trata.
Meh.
* Seis fatos aleatórios sobre mim
Posted on March 15th, 2009 by Fernanda. Filed under aleatoriedades.
Eu adoro testes e memes em geral. Já tinha visto esse aqui no Chá de Hortelã e fiquei com vontade de fazer o meu também, mas ficou guardado no fundo da memória – ou seja, esqueci. Hoje vi que o Efetividade também levantou a bola, e já que este blog é pessoal de minha pessoa achei o tema muito pertinente para um post. Aqui vai.
1. Estudei alemão por 13 anos como parte do currÃculo escolar, até o final do ensino médio. Atualmente só consigo articular frases simples, por falta de treino, mas entendo o suficiente e consigo imitar os sons muito bem. Aliás, acho facÃlimo aprender a fonética de lÃnguas estrangeiras.
2. Participei do Coral da ECA na faculdade, para ganhar créditos de optativa e poder me formar. Naquele ano a peça era a 9ª Sinfonia de Beethoven, que eu aprendi a cantar de memória pois não sei ler partitura direito. Descobri que sou soprano e ainda me apresentei com o Coral e a OSUSP na Sala São Paulo por três vezes.
3. Não gosto de usar as unhas das mãos curtas, porque quando criança elas eram cortadas no toco e doÃa muito. Hoje em dia só lembro de apará-las quando quebram ou quando o comprimento atrapalha na digitação. Também não tenho saco de usar esmalte, mas quando passo acho lindo.
4. Tenho um piercing no umbigo e há anos morro de vontade de fazer uma tatuagem, mas nunca consegui me decidir por um desenho.
5. Já quis ser veterinária e psicóloga, mas acabei escolhendo editoração porque nos grupos de trabalho de colegial eu era a única que tinha scanner, e portanto ficava responsável pela diagramação. Como bônus, na segunda fase da Fuvest precisei fazer apenas as provas de Português e História. O curso era extremamento voltado para o mercado livreiro, e apesar de ter trabalhado em uma editora após a formatura nunca mais mexi com livros.
6. Sou ligeiramente fotofóbica, tenho que usar óculos escuros mesmo em dias nublados porque as nuvens refletem muita luz. Em compensação, minha visão noturna é excelente, preciso de um mÃnimo de luz para me localizar, mesmo que com isso não enxergue cores à s vezes. Claro que isso não se aplica a dirigir à noite, porque os faróis dos outros carros me atrapalham.
As regras do meme dizem que eu devo escolher seis pessoas para participar, mas eu prefiro deixar por conta da vontade de vocês. Só peço que me deixem um comentário caso resolvam brincar também, tá? =)
* Aventuras na selva do transporte público
Posted on March 5th, 2009 by Fernanda. Filed under cotidiano.
Lá em Londres um dos meus flatmates uma vez me disse que “você pode se considerar um verdadeiro londrino quando começa a reclamar do transporte público”. Mandei ele à merde.
É fato um tanto quanto indiscutÃvel que o ser humano é insatisfeito por natureza. Também sei que não existe muita base de comparação quando só se conhece um lado da situação. Mas, pombas, como diabos eles podem reclamar daquele sistema tão lindamente organizado e funcional? Já viram o mapa do metrô de Londres? Tem quase uma estação em cada esquina. Já viu ônibus passar no horário marcado? A maioria dos pontos tem aquelas telas que informam a previsão de chegada de cada ônibus, e não falha. Concordo que não morei lá tanto tempo assim, eu sei que nem tudo é perfeito e outras pessoas podem ter uma opinião diferente. Mas vai comparar com o sistema de transporte público de… sei lá, São Paulo.
Vou contar um causo. Semana passada precisei fazer uma pequena viagem até o Brooklin, no outro lado da cidade. Saindo da Av. Paulista, eu sempre ia de metrô até a Vila Madalena, de onde pego a Ponte Orca até a estação da CPTM Cidade Universitária e de lá o trem até a Berrini. Resolvi fazer a mesma coisa, já que atravessar a cidade de metrô ainda é mais rápido. Pois bem, o trecho percorrido de trem corresponde a 20% do trajeto, mas é de longe o pior. Os trens estão sempre, sempre lotados e os passageiros têm a péssima mania de não abrir espaço para os outros desembarcarem nas estações de jeito nenhum.
Naquele dia especÃfico a situação estava caótica. Por causa das chuvas, uma das linhas na zona leste estava parada devido aos alagamentos na região; por conseqüência, todas as outras linhas têm a “velocidade reduzida e maior tempo de parada nas estações”. Some a isso o gado a multidão de trabalhadores em fim de expediente, e seja bem-vindo ao inferno. Já prevendo a situação, fiquei o mais próximo que pude da saÃda, a fim de facilitar o meu desembarque, tarefa que se provou impossÃvel. Com o atraso nos trens, a massa acumulava-se em proporções geométricas e invadia cada milÃmetro dos vagões em cada parada, me empurrando para longe da porta. Chegou ao ponto de os passageiros que já estavam no trem segurarem as portas para que outras pessoas não pudessem entrar, tamanho o aperto. Aliás, chega a ser impressionante a capacidade dos usuários da CPTM de desafiar as leis da fÃsica – dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar do espaço ao mesmo tempo o caramba!
O resultado é que sim, pude finalmente descer na estação que precisava, mas para isso precisei atropelar a massa que invadia o vagão. Como consegui tal façanha? Uma moça simpática na plataforma agarrou meu braço e me puxou para fora do trem! Mas aprendi, também, nunca mais faço esse trajeto. Descobri rotas alternativas de ônibus que demandam menos tempo e muito menos stress.
É o transporte público de Londres que não presta? Pois eu desafio qualquer londrino a utilizar o transporte paulistano um único dia que seja e sair vivo. Ora bolas…
Crédito da foto: Bruno Heilig, 2006
* Pequena nota mental
Posted on March 4th, 2009 by Fernanda. Filed under pensamentos.
O simples fato de não morar mais sozinha em outro paÃs não é motivo suficiente para parar de escrever no blog.
Mil desculpas pelo hiato, minha gente! O blog não morreu, não, apenas entrou em um perÃodo de inércia junto com a autora. Qualquer hora comento sobre isso.
Hoje mesmo tem post fresquinho saindo. Obrigada aos que ainda estão por aqui. =)
Categorias
- aleatoriedades
- cotidiano
- Desafio 21 Dias 2008
- estudo
- gatos
- Londres
- pensamentos
- utilidades
- viagem
- vida de estudante
Pensamentos
- Palestras da UK Border Agency sobre vistos para estudantes
- O que é violência para você?
- Mais um gatinho abandonado, mais uma história de indignação.
- Karaokê pós-Twitter
- Seis fatos aleatórios sobre mim
Tags
Eu apóio