Posts Tagged ‘dicas de viagem’

* Palestras da UK Border Agency sobre vistos para estudantes

Posted on December 21st, 2009 by Fernanda. Filed under vida de estudante.


Seja um curso universitário, de pós-graduação ou mesmo de Inglês, fique atento. Se o curso que você escolheu for durar mais de seis meses, você precisa de um visto para ingressar no Reino Unido. Se durar menos de seis meses mas você pretende trabalhar enquanto estuda, também precisará solicitar um visto antes de sair do Brasil.

Existem despachantes que podem lhe ajudar com o preenchimento dos formulários e a lista de documentos necessários, mas com bastante informação e paciência dá para se virar sozinho – e economizar um bom dinheiro.

A UK Border Agency, órgão oficial do governo que fornece informações relativas a vistos e outros assuntos relativos a imigração, estará promovendo em Janeiro palestras sobre vistos para estudantes. É muito interessante participar, pois as regras para imigração mudaram recentemente e sempre surgem dúvidas. Para se inscrever, basta preencher o formulário. Mais detalhes serão divulgados posteriormente no mesmo site.

Fonte: British Council Brasil

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* Um crash tour de Paris

Posted on January 9th, 2009 by Fernanda. Filed under viagem.


Seguindo a linha de passeios invernais, Kikachan e eu fomos para Paris. Esperamos passar Natal e Réveillon e ainda deixamos para ir durante a semana porque a passagem era mais barata – pobre é terrível. O plano era bem simples: 5 e 6 de janeiro (segunda e terça), vamos de manhã, passamos a noite e voltamos no final do dia seguinte. E correr muito pra ver tudo.

Saindo aqui do flat, uma grata surpresa: havia nevado um pouco durante a madrugada, a rua estava branquinha. Pegamos o trem das 5h30 – eu falei que a passagem era barata? Não tinha muita paisagem pra ver, mesmo porque o trem atravessa o Canal da Mancha por um túnel, mas quando começou a clarear, já na França, mais neve. Nisso minha irmã não poderia ter ficado mais feliz, já que ela gosta de frio e a neve era o ápice. Nevou o dia inteiro, aliás, e o frio ajudou a me manter acordada, já que não consegui dormir no trem.

Pegamos o metrô e corremos para o albergue fazer o check-in e largar a mochila. E se eu já achava a extensão do metrô de Londres absurda, o de Paris nem se fala. Foi o nosso principal meio de transporte, já que cobre a cidade inteira. Existem dois tipos de bilhetes que podem ser usados por turistas, o comum, que é vendido individualmente ou em carnets de 10 com desconto, ou passes válidos para o dia inteiro. Se você vai usar muito metrô, ônibus e trem, o passe diário vale a pena; se não, o carnet tá de bom tamanho. Usamos um inteiro cada uma, exatamente.

Em primeiro lugar fomos ao Louvre, porque levaria mais tempo. Já sabendo que não daria para ver tudo, o lugar é imenso e estava lotado – e como tinha brasileiro! -, escolhemos algumas alas, incluindo as mais famosas, e encaramos as massas.  Eis que durante o passeio, ao lado da Victoire de Samothrace, – no meio de um monte de gente, dentro de um museu gigante, numa cidade enorme -, dou de cara com Maestro Billy e Mellancia!  Paguei de tiete, trocamos figurinhas, tiramos fotos (porque se não tem foto, não aconteceu) e continuamos o passeio. Mundinho pequeno da peste… =D

Chegamos a visitar a Mona Lisa, sim. Provavelmente a pintura mais famosa do mundo, mas vou te falar, nem é tudo isso, ó. Por causa da segurança não dá para chegar perto, e sempre tem a característica rodinha de gente na frente. Os outros quadros que estão na sala acabam sendo mais interessantes. Mas vá lá, fomos, vimos a Gioconda, registramos. Sigamos em frente.

Saindo do Louvre, fomos andando até a Ile-de-France, onde fica a Notre Dame, entre outros pontos. A catedral é linda, e a menos que você queira subir nas torres a entrada é gratuita. Vale a pena ver os vitrais, tanto dentro como fora. O altar é bonito, tem muitas esculturas legais e as cadeiras são mesmo de palha. Não conseguimos ver todos os ângulos e contar gárgulas, porque o tempo era curto e o frio não ajudava, mas rendeu boas fotos da entrada. Em seguida andamos até o Hôtel de Ville e pegamos o metrô novamente para ver as Arènes de Lutèce. Que tem isso, você pergunta? História, meu caro. Leia Asterix. ;)

Infelizmente o parque onde fica a Arena já estava fechado, e como já escurecia e o cansaço bateu fortíssimo fomos fazer as compras do dia e voltamos para o albergue. Esse que, aliás, só valeu pela localização, que era bem central. De resto, a infra-estrutura era bem pobre, e apesar de estar incluso no preço o café da manhã era pão (com geléias e mateiga), suco, café, chá e um doce que parecia marmelada. Valeu para uma noite só, eu não recomendaria uma estadia mais longa.

Depois de umas dez horas de sono merecidas, seguimos para a Tour Eiffel. Saímos do metrô na Pont de l’Alma, de onde já se pode ver a Torre, mesmo com o excesso de nuvens. Andamos até lá, mas não pudemos subir pois estava fechada, provavelmente pelo tempo e a baixa visibilidade. Uma pena, teria sido legal ver a cidade do alto coberta de neve. Então andamos pelo parque do Champs de Mars, ainda coberto de neve (e parecendo uma geladeira, na minha opinião), até chegar à Ecole Militaire, de onde já se pode avistar a cúpula da capela do Invalides.

A vantagem de ver as coisas de longe é que não precisamos ficar consultando o mapa toda hora, e assim mantemos as luvas nas mãos. Les Invalides é um conjunto de prédios lindo, onde está o túmulo de Napoleão Bonaparte, entre outras coisas. Também há um museu de guerra, mas como era pago e tomaria muito tempo, não chegamos a entrar.

A parada seguinte foi a Champs-Elysées, para andarmos até o Arc de Triomphe. Perceberam o problema? A Champs-Elysées é um grande centro de compras, e com o frio que estava foi impossível não ficar parando em lojas bem aquecidas, o que nos tomou mais de uma hora. No fim das contas já estávamos tão cansadas de andar na Avenida naquele frio e com fome, que atravessamos a rua a uns dois quarteirões de distância pra tirar uma foto no meio do trânsito e pronto. Depois de almoçar e fazermos mais algumas compras, ainda demos uma passadinha na Bastille antes de ir embora.

E já que falamos em compras, Paris é a cidade para isso, não importa qual o seu gosto. No dia 7 começou a liquidação de inverno – que eu perdi por um dia, mas eu tinha aula, não dava -, que deve durar seis semanas. Mas que fazer compras em Paris é ótimo todo mundo sabe, nada de novo nisso. Impressionante mesmo foi a quantidade de mangás, animes e merchandising em geral que se encontra na cidade. A própria Virgin Megastore tinha uma seção do tamanho de dois quartos meus. Passeando por várias lojas, era mais fácil encontrar bonecos de Cavaleiros do Zodíaco do que merchandising do Asterix.

Por último, mas não menos importante, a culinária francesa, que é outro assunto a parte. Até o menor restaurante, barraquinha ou padaria enchem os olhos e dá vontade de experimentar tudo. Entre outras coisas, comemos uma pizza cuja massa derretia na boca, Macaron, e o crepe de nutella que o Forlani recomendou. Minha recomendação é: viu e bateu a vontade? Experimente, vai ser difícil se arrepender.

Se você está em Londres, é uma boa idéia passar uns dias em Paris e conhecer a cidade. No Wikitravel tem boas dicas de viagem. E não tem problema se você não fala francês, apesar da má fama os parisienses são atenciosos e dá pra se virar muito bem com inglês. Falo por experiência própria, pois meu francês é extremamente básico. Existem passagens de trem baratas durante a semana e fora de temporada comprando pelo site da Eurostar, e dá para passear bastante gastando menos de 100 euros por dia (hospedagem inclusa). Não tem desculpa. =)

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* Cinco dias na Escócia

Posted on December 23rd, 2008 by Fernanda. Filed under viagem.


Em geral, o inverno não é uma estação muito boa para viajar. Mas como eu já estou aqui e minha irmã resolveu que sim, vinha me visitar de qualquer jeito, resolvi entrar na brincadeira e saímos passeando por aí. Logo de cara foram cinco dias em Edinburgh, no dia seguinte à chegada dela. Vá para o Flickr e veja as fotos junto com o texto. =)

A idéia, claro, não era ficar só na cidade. Várias agências de turismo oferecem tours de um dia pelo interior do país – as Highlands. Fizemos isso no segundo dia, e foi muito legal. Você fica doze horas enfiado num micro-ônibus, apreciando a paisagem bucólica e cheia de ovelhas, enquanto o motorista e guia destrincha uma aula de história fenomenal. Há algumas paradas ao longo do caminho, claro, para tirar fotos ou comer, além da visita obrigatória ao Loch Ness. Mas eu disse que viajar no inverno não é muito bom, né? Na Escócia, ainda, chove o tempo todo, com ventos que chegam a 10 milhas por hora. Em algumas paradas mal dava para descer do ônibus, tão forte era o temporal. Tanto que o tour incluía um passeio de barco pelo Loch Ness, mas ele precisou ser cancelado.

Aliás, já digo: a Escócia é muito, muito legal, mas não no inverno. O dia é muito curto, a chuva atrapalha bastante os passeios, já que o céu vive encoberto, dificultando a vista. Interessante notar que os locais não ligam para o aguaceiro (“It never rains in Scotland. That’s liquid sunshine!“), vê-se poucos guarda-chuvas na rua – mesmo porque, com o vento não há um guarda-chuva que resista – e o trânsito não fica caótico por causa disso. Nosso guia mencionou, inclusive, que a hora do rush dura exatos 40 minutos. Difícil de acreditar? Também achei, mas o único dia em que vi trânsito de verdade foi no sábado anterior ao Natal, por motivos óbvios – e o único dia em que não caiu uma gota sequer.

Claro que o tempo ditou nosso roteiro pela cidade. Decidimos visitar o Castelo de Edinburgh, o tempo ainda estava bom, mas na metade da atração caiu a chuva e tivemos que ficar nos escondendo. Felizmente várias das exposições ficam em lugares cobertos, o problema era passar de uma à outra. Na sexta não teve jeito, fizemos um tour pela cidade num ônibus de dois andares – que não tinha limpador de pára-brisas no andar de cima (EPIC FAIL) e fomos ao cinema.

Como eu disse, no sábado os deuses foram bons conosco e o tempo abriu. Aproveitamos para ir até o Calton Hill, que tem alguns monumentos inspirados na arquitetura grega e uma bela vista da cidade. Também fomos até o Zoológico, onde todo dia acontece a famos parada dos pingüins. É assim: os visitantes formam um paredão para demarcar o caminho, os tratadores abrem o cercado e todos os pingüins que quiserem podem sair e dar uma voltinha, passando a meio metro de distância dos espectadores, e depois voltam para o cercado de novo. É curtíssima, não dura cinco minutos, mas vale a visita. Ah, o resto do Zoo é muito legal também. =)

Por último, as tecnicalidades. Dá para achar passagens de trem relativamente baratas, e a viagem dura pouco mais de quatro horas. O albergue em que nos hospedamos é excelente e fica bem no centro da cidade, sendo que só precisamos mesmo usar o transporte público quando fomos ao Zoo, e os ônibus são tão bons quanto em Londres. De resto, só gastamos sola de sapato. Como guia de viagem, usamos o Wikitravel. É uma viagem que eu recomendo e faria novamente. Quer dizer, com um tempinho melhor, né…

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* Depois da viagem

Posted on September 16th, 2008 by Fernanda. Filed under viagem.


Duas malas, uma mochila e um abraço apertado foi tudo que levei comigo para o aeroporto. O trânsito estava bom, já eram quase 22h, chegamos rápido e não tinha fila para o check-in. Tudo quase perfeito, não fosse o posto da Polícia Federal estar fechado – mas, sério, não ter declarado os eletrônicos que saíram comigo será o menor dos meus problemas na volta.

Larguei meus pais e minha irmã no embarque, passei pela segurança e fui esticar as pernas um pouco, achei que ainda tinha algum tempo. Pois o caramba que tinha, assim que coloquei os fones para ouvir o Nerdcast, li numa das telinhas “Embarque imediato: última chamada”. Última chamada para entrar no ônibus, vá lá, mas não perdi o vôo.

Viajar na classe econômica é desconfortável, ponto, o tempo da viagem só potencializa. A vantagem é assistir filmes que às vezes ainda estão em cartaz no Brasil. Pude ver O Reino Proibido (Jackie Chan e Jet Li), que não consegui assistir antes de vir pra cá. Não tinha Iron Man, mas a comida estava uma delícia.

Passar o tempo numa viagem longa é uma arte, realmente. A minha tática? Um comprimido de Dramin antes de decolar. O sono chega bem na hora em que apagam as luzes. =D

Passando pela imigração

Apesar de todo o terrorismo uns meses atrás, com gente tendo entrada recusada a torto e a direito sem a menor cerimônia, posso relatar que minha experiência foi tranqüila. O oficial da imigração parecia estar de bom humor, logo meu visto de estudante estava carimbado. Entretanto, pode ser que você não tenha a mesma sorte que eu, então tome algumas dicas para facilitar sua vida.

  • Tenha à mão todos os documentos que comprovem suas boas intenções: carta da universidade, algum comprovante de que você tem onde morar e provas de que tem dinheiro pra se sustentar sem precisar de trabalho.
  • Se você fez a lição de casa e já saiu do Brasil com o visto no passaporte, leve os documentos mesmo assim, não custa. Mas já entregue ao oficial o passaporte aberto na página do visto. Não me pareceu que eles costumam procurar, e eu quase levo um visto temporário de estudante.
  • Acima de tudo, tente manter a calma. Quem não deve, não teme, afinal.

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* Últimos preparativos (ou preparativos de última hora)

Posted on September 9th, 2008 by Fernanda. Filed under viagem.


Em exatamente uma semana – se o vôo não atrasar, veja bem – estarei sobrevoando o Atlântico rumo a Londres. E hoje pela manhã me bateu o maior desespero do mundo, porque é claro que não tenho nada pronto para a viagem.

(Figura de linguagem, chama-se hipérbole. Óbvio que já tenho muita coisa pronta, vai, cerca de 80%. Mas conhece aquela regra que diz que os últimos 20%  demandam 80% do esforço? Pois é.)

Faz apenas uma semana que parei de trabalhar – e frilas surgem, que há de se fazer? -, portanto não tive tempo de ver tudo que preciso. Isso não significa que você também pode fazer a mesma coisa e deixar tudo para o último minuto possível. Planejar-se com antecedência é sempre a melhor política, mas convenhamos, circunstâncias são imprevisíveis, então vamos aos itens de viagem/mudança que tomam menos tempo.

Roupas
O clima inglês é bastante imprevisível. Apesar de ser uma situação bem familiar para os paulistanos, é bem mais frio do que aqui. As estações são bem definidas, e o semestre letivo começa em setembro, no outono. De dezembro a fevereiro, inclusive, as temperaturas chegam a -3° C e pode nevar.

A recomendação é levar, sim, algumas roupas quentes, mas só o essencial, já que na Inglaterra pode-se comprar roupas mais adequadas a preços mais acessíveis. Entretanto, para as moças, eu recomendo que calças e lingerie sejam compradas no Brasil, porque a modelagem européia é bem diferente da nossa. Não subestime o valor de um par de calças confortáveis!

Seguro-saúde
Somente estudantes matriculados em cursos de mais de seis meses têm direito à utilização do serviço de saúde britânico, o NHS. Se você, como eu, vai ficar menos de seis meses, é bom providenciar um bom seguro antes de viajar.

Aqui existem duas opções principais: ver se seu plano de saúde atual oferece cobertura internacional, ou contratar um seguro de viagem para estudantes, em agências de viagens ou agências de intercâmbio – ótima opção de última hora, a emissão leva um ou dois dias. Compare as alterativas disponíveis e veja o que é melhor para você.

E já que estamos no tópico…

Remédios
Regra geral, é sempre melhor levar de casa os remédios que você vai precisar. Entretanto, não dá para viajar com mil caixas de remédios diferentes, não é? Leve somente o necessário, e peça ao seu médico uma receita especificando o medicamento, a dosagem e a quantidade prescrita para prestar esclarecimentos à alfândega, ou caso seja necessário comprar mais em viagem. Medicamentos mais simples, como analgésicos e anti-gripais, podem ser comprados lá mesmo, em farmácias ou mesmo supermercados.

Muita atenção aos remédios considerados “substância controlada”, pois aparentemente é necessário uma licença para portá-los. O site da alfândega britânica menciona que ingleses em viagem precisam dessa licença para viajar ao exterior com esses remédios e ela demora cerca de 15 dias para ser emitida, e é possível que a mesma restrição se aplique a estrangeiros entrando na ilha. Pesquisarei mais porque sou curiosa, mas você pode se informar melhor no site do VisitBritain, a agência nacional britânica de turismo.

Fontes:
VisitBritain: Weather – Particularidades do clima britânico.
VisitBritain: Medicine & Health – Informações relativas à saúde, para viagens ao UK.

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