* Um crash tour de Paris

Posted on January 9th, 2009 by Fernanda. Filed under viagem.


Seguindo a linha de passeios invernais, Kikachan e eu fomos para Paris. Esperamos passar Natal e Réveillon e ainda deixamos para ir durante a semana porque a passagem era mais barata – pobre é terrível. O plano era bem simples: 5 e 6 de janeiro (segunda e terça), vamos de manhã, passamos a noite e voltamos no final do dia seguinte. E correr muito pra ver tudo.

Saindo aqui do flat, uma grata surpresa: havia nevado um pouco durante a madrugada, a rua estava branquinha. Pegamos o trem das 5h30 – eu falei que a passagem era barata? Não tinha muita paisagem pra ver, mesmo porque o trem atravessa o Canal da Mancha por um túnel, mas quando começou a clarear, já na França, mais neve. Nisso minha irmã não poderia ter ficado mais feliz, já que ela gosta de frio e a neve era o ápice. Nevou o dia inteiro, aliás, e o frio ajudou a me manter acordada, já que não consegui dormir no trem.

Pegamos o metrô e corremos para o albergue fazer o check-in e largar a mochila. E se eu já achava a extensão do metrô de Londres absurda, o de Paris nem se fala. Foi o nosso principal meio de transporte, já que cobre a cidade inteira. Existem dois tipos de bilhetes que podem ser usados por turistas, o comum, que é vendido individualmente ou em carnets de 10 com desconto, ou passes válidos para o dia inteiro. Se você vai usar muito metrô, ônibus e trem, o passe diário vale a pena; se não, o carnet tá de bom tamanho. Usamos um inteiro cada uma, exatamente.

Em primeiro lugar fomos ao Louvre, porque levaria mais tempo. Já sabendo que não daria para ver tudo, o lugar é imenso e estava lotado – e como tinha brasileiro! -, escolhemos algumas alas, incluindo as mais famosas, e encaramos as massas.  Eis que durante o passeio, ao lado da Victoire de Samothrace, – no meio de um monte de gente, dentro de um museu gigante, numa cidade enorme -, dou de cara com Maestro Billy e Mellancia!  Paguei de tiete, trocamos figurinhas, tiramos fotos (porque se não tem foto, não aconteceu) e continuamos o passeio. Mundinho pequeno da peste… =D

Chegamos a visitar a Mona Lisa, sim. Provavelmente a pintura mais famosa do mundo, mas vou te falar, nem é tudo isso, ó. Por causa da segurança não dá para chegar perto, e sempre tem a característica rodinha de gente na frente. Os outros quadros que estão na sala acabam sendo mais interessantes. Mas vá lá, fomos, vimos a Gioconda, registramos. Sigamos em frente.

Saindo do Louvre, fomos andando até a Ile-de-France, onde fica a Notre Dame, entre outros pontos. A catedral é linda, e a menos que você queira subir nas torres a entrada é gratuita. Vale a pena ver os vitrais, tanto dentro como fora. O altar é bonito, tem muitas esculturas legais e as cadeiras são mesmo de palha. Não conseguimos ver todos os ângulos e contar gárgulas, porque o tempo era curto e o frio não ajudava, mas rendeu boas fotos da entrada. Em seguida andamos até o Hôtel de Ville e pegamos o metrô novamente para ver as Arènes de Lutèce. Que tem isso, você pergunta? História, meu caro. Leia Asterix. ;)

Infelizmente o parque onde fica a Arena já estava fechado, e como já escurecia e o cansaço bateu fortíssimo fomos fazer as compras do dia e voltamos para o albergue. Esse que, aliás, só valeu pela localização, que era bem central. De resto, a infra-estrutura era bem pobre, e apesar de estar incluso no preço o café da manhã era pão (com geléias e mateiga), suco, café, chá e um doce que parecia marmelada. Valeu para uma noite só, eu não recomendaria uma estadia mais longa.

Depois de umas dez horas de sono merecidas, seguimos para a Tour Eiffel. Saímos do metrô na Pont de l’Alma, de onde já se pode ver a Torre, mesmo com o excesso de nuvens. Andamos até lá, mas não pudemos subir pois estava fechada, provavelmente pelo tempo e a baixa visibilidade. Uma pena, teria sido legal ver a cidade do alto coberta de neve. Então andamos pelo parque do Champs de Mars, ainda coberto de neve (e parecendo uma geladeira, na minha opinião), até chegar à Ecole Militaire, de onde já se pode avistar a cúpula da capela do Invalides.

A vantagem de ver as coisas de longe é que não precisamos ficar consultando o mapa toda hora, e assim mantemos as luvas nas mãos. Les Invalides é um conjunto de prédios lindo, onde está o túmulo de Napoleão Bonaparte, entre outras coisas. Também há um museu de guerra, mas como era pago e tomaria muito tempo, não chegamos a entrar.

A parada seguinte foi a Champs-Elysées, para andarmos até o Arc de Triomphe. Perceberam o problema? A Champs-Elysées é um grande centro de compras, e com o frio que estava foi impossível não ficar parando em lojas bem aquecidas, o que nos tomou mais de uma hora. No fim das contas já estávamos tão cansadas de andar na Avenida naquele frio e com fome, que atravessamos a rua a uns dois quarteirões de distância pra tirar uma foto no meio do trânsito e pronto. Depois de almoçar e fazermos mais algumas compras, ainda demos uma passadinha na Bastille antes de ir embora.

E já que falamos em compras, Paris é a cidade para isso, não importa qual o seu gosto. No dia 7 começou a liquidação de inverno – que eu perdi por um dia, mas eu tinha aula, não dava -, que deve durar seis semanas. Mas que fazer compras em Paris é ótimo todo mundo sabe, nada de novo nisso. Impressionante mesmo foi a quantidade de mangás, animes e merchandising em geral que se encontra na cidade. A própria Virgin Megastore tinha uma seção do tamanho de dois quartos meus. Passeando por várias lojas, era mais fácil encontrar bonecos de Cavaleiros do Zodíaco do que merchandising do Asterix.

Por último, mas não menos importante, a culinária francesa, que é outro assunto a parte. Até o menor restaurante, barraquinha ou padaria enchem os olhos e dá vontade de experimentar tudo. Entre outras coisas, comemos uma pizza cuja massa derretia na boca, Macaron, e o crepe de nutella que o Forlani recomendou. Minha recomendação é: viu e bateu a vontade? Experimente, vai ser difícil se arrepender.

Se você está em Londres, é uma boa idéia passar uns dias em Paris e conhecer a cidade. No Wikitravel tem boas dicas de viagem. E não tem problema se você não fala francês, apesar da má fama os parisienses são atenciosos e dá pra se virar muito bem com inglês. Falo por experiência própria, pois meu francês é extremamente básico. Existem passagens de trem baratas durante a semana e fora de temporada comprando pelo site da Eurostar, e dá para passear bastante gastando menos de 100 euros por dia (hospedagem inclusa). Não tem desculpa. =)

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One Response to “Um crash tour de Paris”

  1. Billy Says:

    Nussa !
    Vcs correram MUITO nestes dias !
    E o frio nao ajudou muito, né ?
    Bacana conhece-las !
    Bjs

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